É só achismo e nada mais que isso. Levar a sério pode causar gastrite e mau-humor...
segunda-feira, 9 de junho de 2008
sexta-feira, 6 de junho de 2008
domingo, 1 de junho de 2008
sexta-feira, 30 de maio de 2008
segunda-feira, 26 de maio de 2008
domingo, 11 de maio de 2008
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.(...)
(...)Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : Fui eu ?
PESSOA, Fernando.
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.(...)
(...)Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : Fui eu ?
PESSOA, Fernando.
terça-feira, 6 de maio de 2008
domingo, 4 de maio de 2008
sábado, 26 de abril de 2008
quarta-feira, 23 de abril de 2008
domingo, 20 de abril de 2008
Tem períodos em que a vida se torna intolerável. É como não ver propósito em nada. Acordar e roboticamente fazer o que se faz todos os dias, até a comunicação é automática.
Lá dentro é solitário. Subvive um outro mundo preso, triste, que espera uma oportunidade de vir a tona e respirar. Mas eu não sou solitária não, tenho muitos amigos, e se eu tô triste hoje é porque estou cansada.
Não há mérito nos meus atos, não há futuro em concluir o que faço hoje. Minha condição é de espectadora, há alguém vivendo esta vida que eu não quero pra mim, assim desta forma não!
Não posso escolher, a liberdade de escolha eu tenho, mas as condições que foram a mim impostas não permitem. Espero pela hora de entrar em cena, assumir o papel que reservei pra mim.
O sonho vai ficar adormecido nestes anos que vou jogar no lixo!
Lá dentro é solitário. Subvive um outro mundo preso, triste, que espera uma oportunidade de vir a tona e respirar. Mas eu não sou solitária não, tenho muitos amigos, e se eu tô triste hoje é porque estou cansada.
Não há mérito nos meus atos, não há futuro em concluir o que faço hoje. Minha condição é de espectadora, há alguém vivendo esta vida que eu não quero pra mim, assim desta forma não!
Não posso escolher, a liberdade de escolha eu tenho, mas as condições que foram a mim impostas não permitem. Espero pela hora de entrar em cena, assumir o papel que reservei pra mim.
O sonho vai ficar adormecido nestes anos que vou jogar no lixo!
domingo, 13 de abril de 2008
Porque eu odeio domingo?
Porque eles são como os segundos que antecedem uma explosão. Uma tranquilidade assustadora.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Lado B
É compreensível que em certos momentos sentimos repúdio de nós mesmos, porém considero não aceitável querer estar na pele do outro. Se você não está na melhor fase não se deixe levar pela ilusão de que a galinha do vizinho é mais gorda.
Quando em uma discussão dizemos ter razão, é porque nossa ideia é a melhor, somos o melhor. Por que só nessa hora temos essa sensação?
Tente projetar esse sentimento em outros momentos, olhe no espelho e goste do que veja. Eu sei que falo de algo bem batido, o amor próprio... mas não é bonito?!
Nos tornamos belos por fora por algo que vem de dentro. Somos únicos e temos prazeres singulares, ninguém nos conhece tão bem quando nós. As coisas que temos de ruim só nós sabemos onde estão. Devemos escondê-los!
Mostre seu lado B, aquilo que você gosta e queria que o mundo soubesse; Exiba-se, compartilhe a sua sabedoria, aquilo que aprendeu. Não tenha vergonha.Liberte-se das amarras sociais!
Quando em uma discussão dizemos ter razão, é porque nossa ideia é a melhor, somos o melhor. Por que só nessa hora temos essa sensação?
Tente projetar esse sentimento em outros momentos, olhe no espelho e goste do que veja. Eu sei que falo de algo bem batido, o amor próprio... mas não é bonito?!
Nos tornamos belos por fora por algo que vem de dentro. Somos únicos e temos prazeres singulares, ninguém nos conhece tão bem quando nós. As coisas que temos de ruim só nós sabemos onde estão. Devemos escondê-los!
Mostre seu lado B, aquilo que você gosta e queria que o mundo soubesse; Exiba-se, compartilhe a sua sabedoria, aquilo que aprendeu. Não tenha vergonha.Liberte-se das amarras sociais!
domingo, 30 de março de 2008
"Vinha trazendo no coração uma mágoa antiga que só fazia doer. Não sabia o que fazer com ela. E como apertava... E como doía... Ficava ela ali no canto esquerdo, bem quieta. Dava os ares de sua graça nas horas mais impensáveis. E como manchava... E como mexia... Pulava no peito como bola desgovernada que desce a ladeira sem olhar para os lados. Queria esquecê-la. Queria traí-la. Trancá-la lá fora sem pena da chuva. Deixando-a molhar como pano de porta, que sem borda aos poucos se encharca. Queria poder juntá-la com as mãos e com desespero de marujo perdido, arrancá-la para fora do barco. Deixá-la à deriva em companhia das ondas. Ela que se salvasse. Que se afogasse lentamente na imensidão fria dos mares. De longe eu acenaria, lamentando por não ter feito isso há mais tempo. Feliz por ter extirpado todo o tumor."
Alice ventura
Alice ventura
quarta-feira, 26 de março de 2008
quarta-feira, 19 de março de 2008
sábado, 15 de março de 2008
Fleumática
Eu estava ali, quieta no meu canto. Bastava não me incomodar. Já tinha avisado, pô não me enche!
Não adiantou. Beleza!
Me chamou de fleumática depois da discussão. Devia ter sido mais direto: FLEUMÁTICO Calculista, temeroso, indeciso, contemplativo, desconfiado, pretensioso, introvertido, desmotivado.
Não adiantou. Beleza!
Me chamou de fleumática depois da discussão. Devia ter sido mais direto: FLEUMÁTICO Calculista, temeroso, indeciso, contemplativo, desconfiado, pretensioso, introvertido, desmotivado.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Et maintenant, José ?
La fête est finie,
la lumière aussi,
la foule est partie,
la nuit a fraîchi,
et maintenant, José ?
et maintenant, et toi ?
toi que es sans nom,
qui te moques d'autrui,
que fais de la poésie,
qui aimes, qui te récries ?
et maintenant, José ?
la lumière aussi,
la foule est partie,
la nuit a fraîchi,
et maintenant, José ?
et maintenant, et toi ?
toi que es sans nom,
qui te moques d'autrui,
que fais de la poésie,
qui aimes, qui te récries ?
et maintenant, José ?
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
6,6 bilhões
A população mundial é o número total de humanos vivos no planeta Terra a um dado momento. No início de 2007, esse valor atingiu 6,6 bilhões de pessoas. De acordo com projecções populacionais, este valor continua a crescer a um ritmo sem precedentes antes do século XX. Entretanto, a taxa de crescimento vem caindo desde que os índices de crescimento atingiram seu auge em 1963. Nossa população está em explosão demográfica desde a Revolução Industrial que começou na Inglaterra no século XVII.
... e eu tô sempre querendo uma só.
... e eu tô sempre querendo uma só.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Escolhas
É um mistério a forma como as coisas sucedem. Não dá pra prever o que vai vir daqui a 1 minuto. Você pode estar sentado aqui agora lendo e de repente o telefone toca e tem que sair para uma emergência; pode até ser melhor, alguém te convidou pra tomar um sorvete! Mas se o telefone não toca você escolhe em continuar aqui,ou dar um volta... Mas quem pode garantir que não vai te dar uma vontade repentina de sair por aí berrando pelado pela rua?
Sem esquecer das consequências, é claro, que atormentam a gente. Depois que algo acontece sempre fica aquele "E se eu tivesse...."
Tudo seria diferente.
Sem esquecer das consequências, é claro, que atormentam a gente. Depois que algo acontece sempre fica aquele "E se eu tivesse...."
Tudo seria diferente.
domingo, 6 de janeiro de 2008
sábado, 22 de dezembro de 2007
Concerto para corpo e alma
"Compreendi que a vida não é uma sonata que, para realizar sua beleza, tem que ser tocada até o fim. Dei-me conta, ao contrário, de que a vida é um álbum de minissonatas. Cada momento de beleza vivido e amado, por efêmero que seja, é uma experiência completa que está destinada à eternidade.
Um único momento de beleza e de amor justifica a vida inteira."
Rubem Alves
Um único momento de beleza e de amor justifica a vida inteira."
Rubem Alves
Quando Vier a Primavera
Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.
Alberto Caeiro
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.
Alberto Caeiro
sábado, 29 de setembro de 2007
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Ao tédio I
Resisto. Me mexo impacientemente nas cadeiras de plástico, enrolo a ponta do cabelo no dedo indicador da mão esquerda. E não adianta: estou virando uma figura caótica. Tenho evitado os espelhos e as reflexões. Surpreendo-me no meio do dia, espremida em roupas estreitas e cansada dessa noite mal-dormida. Completamente perdida. Nunca sei exatamente o que estou fazendo e não consigo ver um palmo adiante. Nada. O mundo se esforça. Abre-se em possibilidades fabulosas, caleidoscópio vivo. It’s not enough.
O encanto murcha rápido demais. Basta um toque tudo se dissolve. Plim! Basta um toque. Ou sou eu que me canso rápido demais? 8:01 am de todo o dia estou contemplando a minha insignificância diante do mar. Fecha aspas.
Inspirado em Mariele
O encanto murcha rápido demais. Basta um toque tudo se dissolve. Plim! Basta um toque. Ou sou eu que me canso rápido demais? 8:01 am de todo o dia estou contemplando a minha insignificância diante do mar. Fecha aspas.
Inspirado em Mariele
terça-feira, 18 de setembro de 2007
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Não gostava
do estilo mutante,da cabeça confusa, dos amores secretos, do humor variado, da risada alta, das palavras sinceras demais, dos sentimentos escondidos, dos momentos de timidez exagerada, do futuro incerto, do modo não cativante.
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