segunda-feira, 26 de maio de 2008

Existe algo magnifico em mim,
independente do que acontecerá,
posso ser o que eu pensar.

domingo, 11 de maio de 2008

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.(...)
(...)Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : Fui eu ?

PESSOA, Fernando.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Como gostaria de ser alguém corajosa o suficiente para fazer uma escolha sem ser denominada certa ou errada.
Apenas uma escolha que tirasse essa dor do meu peito.
Mas não... declaro-me então uma covarde

domingo, 4 de maio de 2008

Ninguém mais lê hoje em dia
Apesar de tudo eu escrevo.

sábado, 26 de abril de 2008

Estou angustiado. Pensando
nas estações, como passam,
como eu passo, a minha própria juventude, a
doçura sazonada da minha vida; escoada…

Leroi Jones, em Antologia da novíssima poesia norte americana.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Quando minha
veia poética estourou
ela virou pra mim
e disse: ah, deixa sangrar

BEHR, Nicolas

domingo, 20 de abril de 2008

Tem períodos em que a vida se torna intolerável. É como não ver propósito em nada. Acordar e roboticamente fazer o que se faz todos os dias, até a comunicação é automática.
Lá dentro é solitário. Subvive um outro mundo preso, triste, que espera uma oportunidade de vir a tona e respirar. Mas eu não sou solitária não, tenho muitos amigos, e se eu tô triste hoje é porque estou cansada.
Não há mérito nos meus atos, não há futuro em concluir o que faço hoje. Minha condição é de espectadora, há alguém vivendo esta vida que eu não quero pra mim, assim desta forma não!
Não posso escolher, a liberdade de escolha eu tenho, mas as condições que foram a mim impostas não permitem. Espero pela hora de entrar em cena, assumir o papel que reservei pra mim.
O sonho vai ficar adormecido nestes anos que vou jogar no lixo!

domingo, 13 de abril de 2008

Porque eu odeio domingo?

Porque eles são como os segundos que antecedem uma explosão. Uma tranquilidade assustadora.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Lado B

É compreensível que em certos momentos sentimos repúdio de nós mesmos, porém considero não aceitável querer estar na pele do outro. Se você não está na melhor fase não se deixe levar pela ilusão de que a galinha do vizinho é mais gorda.
Quando em uma discussão dizemos ter razão, é porque nossa ideia é a melhor, somos o melhor. Por que só nessa hora temos essa sensação?
Tente projetar esse sentimento em outros momentos, olhe no espelho e goste do que veja. Eu sei que falo de algo bem batido, o amor próprio... mas não é bonito?!
Nos tornamos belos por fora por algo que vem de dentro. Somos únicos e temos prazeres singulares, ninguém nos conhece tão bem quando nós. As coisas que temos de ruim só nós sabemos onde estão. Devemos escondê-los!
Mostre seu lado B, aquilo que você gosta e queria que o mundo soubesse; Exiba-se, compartilhe a sua sabedoria, aquilo que aprendeu. Não tenha vergonha.Liberte-se das amarras sociais!

domingo, 30 de março de 2008

"Vinha trazendo no coração uma mágoa antiga que só fazia doer. Não sabia o que fazer com ela. E como apertava... E como doía... Ficava ela ali no canto esquerdo, bem quieta. Dava os ares de sua graça nas horas mais impensáveis. E como manchava... E como mexia... Pulava no peito como bola desgovernada que desce a ladeira sem olhar para os lados. Queria esquecê-la. Queria traí-la. Trancá-la lá fora sem pena da chuva. Deixando-a molhar como pano de porta, que sem borda aos poucos se encharca. Queria poder juntá-la com as mãos e com desespero de marujo perdido, arrancá-la para fora do barco. Deixá-la à deriva em companhia das ondas. Ela que se salvasse. Que se afogasse lentamente na imensidão fria dos mares. De longe eu acenaria, lamentando por não ter feito isso há mais tempo. Feliz por ter extirpado todo o tumor."

Alice ventura

quarta-feira, 26 de março de 2008

É preciso estar distraído e não esperando absolutamente nada. Não há nada a ser esperado. Nem desesperado!

quarta-feira, 19 de março de 2008

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

sábado, 15 de março de 2008

Fleumática

Eu estava ali, quieta no meu canto. Bastava não me incomodar. Já tinha avisado, pô não me enche!
Não adiantou. Beleza!
Me chamou de fleumática depois da discussão. Devia ter sido mais direto: FLEUMÁTICO Calculista, temeroso, indeciso, contemplativo, desconfiado, pretensioso, introvertido, desmotivado.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Et maintenant, José ?

La fête est finie,
la lumière aussi,
la foule est partie,
la nuit a fraîchi,
et maintenant, José ?
et maintenant, et toi ?
toi que es sans nom,
qui te moques d'autrui,
que fais de la poésie,
qui aimes, qui te récries ?
et maintenant, José ?

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

6,6 bilhões

A população mundial é o número total de humanos vivos no planeta Terra a um dado momento. No início de 2007, esse valor atingiu 6,6 bilhões de pessoas. De acordo com projecções populacionais, este valor continua a crescer a um ritmo sem precedentes antes do século XX. Entretanto, a taxa de crescimento vem caindo desde que os índices de crescimento atingiram seu auge em 1963. Nossa população está em explosão demográfica desde a Revolução Industrial que começou na Inglaterra no século XVII.

... e eu tô sempre querendo uma só.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Escolhas

É um mistério a forma como as coisas sucedem. Não dá pra prever o que vai vir daqui a 1 minuto. Você pode estar sentado aqui agora lendo e de repente o telefone toca e tem que sair para uma emergência; pode até ser melhor, alguém te convidou pra tomar um sorvete! Mas se o telefone não toca você escolhe em continuar aqui,ou dar um volta... Mas quem pode garantir que não vai te dar uma vontade repentina de sair por aí berrando pelado pela rua?
Sem esquecer das consequências, é claro, que atormentam a gente. Depois que algo acontece sempre fica aquele "E se eu tivesse...."
Tudo seria diferente.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Algumas pessoas nunca cometem os mesmos erros duas vezes. Descobrem sempre novos erros para cometer.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Concerto para corpo e alma

"Compreendi que a vida não é uma sonata que, para realizar sua beleza, tem que ser tocada até o fim. Dei-me conta, ao contrário, de que a vida é um álbum de minissonatas. Cada momento de beleza vivido e amado, por efêmero que seja, é uma experiência completa que está destinada à eternidade.
Um único momento de beleza e de amor justifica a vida inteira."

Rubem Alves

Quando Vier a Primavera

Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma

Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

Alberto Caeiro

Pouco me importa.

Pouco me importa o que?
Não sei: pouco me importa.

sábado, 29 de setembro de 2007

Uma saudade tão desvairada, que chegou rindo, feito maluca de hospício, bêbada de vinho, lembrando apenas um nome por entre seus picos de histeria.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

duas horas da tarde e na sala desordenada eu espalhava suspiros e tendia a promover febris alterações do humor. mas não era alegria, então?

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Sinto

...algo elevado a um alto grau de intensidade, sobrepondo-se à lucidez e à razão

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Ao tédio I

Resisto. Me mexo impacientemente nas cadeiras de plástico, enrolo a ponta do cabelo no dedo indicador da mão esquerda. E não adianta: estou virando uma figura caótica. Tenho evitado os espelhos e as reflexões. Surpreendo-me no meio do dia, espremida em roupas estreitas e cansada dessa noite mal-dormida. Completamente perdida. Nunca sei exatamente o que estou fazendo e não consigo ver um palmo adiante. Nada. O mundo se esforça. Abre-se em possibilidades fabulosas, caleidoscópio vivo. It’s not enough.
O encanto murcha rápido demais. Basta um toque tudo se dissolve. Plim! Basta um toque. Ou sou eu que me canso rápido demais? 8:01 am de todo o dia estou contemplando a minha insignificância diante do mar. Fecha aspas. 
Inspirado em Mariele

terça-feira, 18 de setembro de 2007

E quando fica azedo...

...às vezes apetece-me entorpecer os sentidos a tomar um sorvete de limão.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Não gostava

do estilo mutante,da cabeça confusa, dos amores secretos, do humor variado, da risada alta, das palavras sinceras demais, dos sentimentos escondidos, dos momentos de timidez exagerada, do futuro incerto, do modo não cativante.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Sem Prozac

Origami
Nhoc-Nhoc
Inhumi
Ptolomeu
Furúnculo
Splash-splash
Conosco
Tom-Tom
Ornitorrinco
Snorkels
Squãrtle
Psyduck
Caju
Alíquota
Ostrogodo
Bizonho
Sapeca
Molenga
Minduim
Pearl-Harbor
Turtle
Cuturno
Chup-chups
Estronho
Canjica
Tóin óin óin
Birigüi
Araraquara
Tchonga
Pedubó
Goiaba
Pum!
Shrek
Déficit
Superávit
Tosco
Plâncton
Lâmbda
Paspalho
Kuririm
Kakaroto
Xisto Betuminoso
Tungstênio
Estrôncio
Nécton
Benton
FENASOFT
Própolis
Gosma
Nhaca
Granola
Musgos
Circunflexo
Autoclava
Ayatolá Khomeini
Bula
Sinagoga
Yasser Arafat
Panetone
Pilsen
Vacúolo Pulsátil
Durex
Xerox
Cutícula
Trofoblasto
Flanboyant
Profilaxia
Bifurcação
Box


Anaxágoras
Bigorna
Bracelete
Pingente
Solubilidade
Caqui
Torrone
Trezeguet
Pupunha
Briot Ruffini
LeBoeuf
Thierry Henry
Didier Drogba
Texugos
Apinéia
Escafandro
Filarmônica
Pablo
Balaústre
Churume
Fascículo
Obina
Churumelas
Flerte
Soberbo
Maçaneta
Gôndola
Elma chips
Citoplasma
Emancipação
Hector bonilla
Espiridião amim
Óleo
Polaina
Eritoblastose Fetal
Concomitantemente
Clérico
Notocorda
Bertioga
Azaléia
Cheddar McMelt
Clarabóia
Lasanha à bolognesa
Bagatela
Tirolesa
Salamandra
Velotrol
Indexação
Chanceler
Pomada
Fronha
Lanolina
Lusco-fusco
Iglu
Caibro
Abajur
Foca
Alameda
Lia Luft
Epaminondas
Espinafre
Pleura
Chomsky
Catacrese
Paganini

Baden Powel
Disquete
Cimenticola Quartzolite
Candelabro
Megazord
Pop-up
Corticóide
Aracy Balabanian
Estreito de Gibraltar
Orégano
Adiposo
Encrenca
Florbela Espanca
Shopenhauer
Slobodan Milosevic
Pescoço
Maracutáia
L'aqua di Fiori
Pluma
Ginko Biloba
organolépticas
Tropicália
Tomara
Salmonela
Bagatela
Caçula
Ben Affleck
Dócil
Lantejoula
Leguminosas
Estratagema
Cardápio
Alfajor
Estocolmo
Bilíngüe
Mogno
Renata Sorrah
Stepan Nercessian
Gianfrancesco Guarnieri
Johann Sebastian Bach
Scarlett Johanson
Sergei Eisenstein
Bela Bartok
Anita Malfati
Sepulveda Pertence
Adib Jatene
Fiódor Dostoiévsk
Tolstói
Bob Sinclair
Sandra Annenberg
Guido Mantega
Whoopi Goldberg
Condoleeza Rice
Kiefer Sutherland
Schistosoma mansoni
Cálculos Truffaut
Dicotiledônea
Bico de Bunsen
MonDragon
Abonanzieri
Bovespa
Dow-Jones
Layout
Sacripanta

Mastodonte
Miosina
Loxosceles
Manganês
Merenda
Tireóide
Gineceu
Degradê
Blasè
Estroma
Merengue
Escandinavo
Hematose
Esfregaço
Lagartixa
Firula
Fonema
frutífero
Falange
Falangeta
Birosca
Bandana
Bureta
Piracema
Epístola
Episcopal
Espasmo
Ctenóforo
Chinchila
Fungicida
Esclerênquima
Pleonasmo
Peroxissomo
placenta
Acetona
Interstício
Sinciciotrofoblasto
Famigerado
Ônix
Vuco-vuco
Vênula
Vinícola
Oligoqueta
Esporângio
Cissiparidade
Chanfradura

Sinta-se bem com as Palavras Terapêuticas.

domingo, 24 de junho de 2007

Sobre o futuro

...sinto leve trepidação nervosa me percorrer a espinha.

domingo, 17 de junho de 2007

Presta atenção

É mágoa, vou dizendo de antemão.
Se eu encontrar com você
tô com três pedras na mão...

sábado, 9 de junho de 2007

Noturno

O relógio costura, meticulosamente, quilômetros e quilômetros do silêncio noturno.
De vez em quando, os velhos armários, estalam como ossos.
Na ilha do pátio, o cachorro, ladrando.
(É a lua.)

E, à lembrança da lua, Lili arregala os olhos no escuro.

Mario Quintana, 1948.